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segunda-feira, março 28, 2016

Foto tirada da janela do ônibus, by Wagner Pontes

Hoje venho relembrar uma foto que tirei da janela de meu ônibus apressado e postei no Instagram com a hastag #dajaneladomeuonibus e que foi divulgada pela autora do projeto artístico que vale muito a pena visitar o blog quanto o @instagram de Isabela Faria que tem como objetivo se apropriar da cidade ao observá-la atrAvés dos transportes públicos. E qualquer pessoa pode participar usando a hastag #dajaneladomeuonibus só pelo INSTAGRAM.

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Palavras e nada mais ( "o que vês além destes olhos tão irreais?!"), By Wagner Bezerra



 

Ás vezes, me pergunto se eu tenho algum problema... porque p@#$ ... ah queria desabafar com minha Psicanalista [2 semanas sem ir]... Eu sei que não deveria estar reclamando da vida...haha... mas cara, acho que preciso aumentar as doses, estou em frangalhos aqui... desculpem-me estar sendo tão emotivo, expressivo seja o que for e quiserem pensar [acredito que isso aqui não seja nenhum divã, mas...] acredito que deveria ter escrito neste blog [coisa que não faço a cinco anos, desde que comecei minha primeira análise, terapia com Telma Torres...] 

O escritor e amigo (se é que poderia chamá-lo assim, só por ter participado de sua oficina de 5 dias no festival do sesc de arte e educação, muito proveitosa), João Silvério Trevisan, me disse uma vez (não são as palavras exatas deles, mas como as interpretei): 
A psicanálise o ajudou muito numa época de sofrimento, mas que o único refúgio, conselheiro, amigo e etc. para o que ele sentia advinha da escrita sobre o que passava e sentia, o fato de voltar a si mesmo e colocar em sua frente, aquilo que permeava o seu inferno... transfigurar-se. 
Bem... tentar concretizar o abstrato e enxergá-lo melhor, não da melhor forma... Um dia, espero que aconteça de ainda estar vivo e re/lembrar de tudo, e simplesmente rir. Vez outra ainda faço isso, com relação a muita coisa que acontece... é bom rir de si mesmo, de vez em quando, e outras vezes chorar. Pode não trazer a solução, mas alivia a dor... rir destas bobagens que ando pensando, escrevendo e revelando a vocês queridos leitores e visitantes... o que importa é que preciso falar... como preciso de alguém que entenda, porque na psicanálise (PQP) muitas vezes só me faz escutar... sei que eu sou o dono de meu motor e só eu posso dar a partida, ninguém mais, mas o que acontece quando este mundo age da maneira mais absurda... É, nem Albert Camus pôde responder, quero dizer, ele até tentou e me disse uma vez no seu famoso livro O Mito de Sísifo, mas não dei muito ouvidos a ele não, abandonei toda aquela absurdidade... Espero não abandonar esta aqui...

Abraço! ;)

terça-feira, setembro 18, 2012

Jardim Roubado,por Wagner Bezerra




*Uma frase de Renata Coriolano, uma inspiração, uma musica... não sei no que deu mas... está aí! :)






"E a chuva a batucar no telhado"
o gato a sonhar, o cão a cochilar...
Enquanto do sétimo andar vendo a escuridão chegar.
A noite brilhar mais bela que um sorriso seu ao amanhecer.
A ventura ver o horizonte crescer.
Sentir o sono vir e você não chegar.
A canção desperdiçada, amassada, jogada
no canto
um porta-retrato quebrado,
no canto de um quarto embevecido
pelo cheiro do jardim roubado.
As flores que roubei,
pra te entregar antes do sol queimar.

domingo, maio 13, 2012

Conversas jungianas, por Wagner Bezerra Pontes

Todo poeta acredita na força das palavras, mas no fundo sente que está sempre diante de uma densa lucidez, como se ao embarcar de rumo a estação esperada descobrisse que no meio da ação construirá uma armadilha viciada. E acreditar em tal forma abstrata compelindo vida numa concretude de ilusão desmensurada, pode ferir a alma mas também enriquece/enobrece o espírito. Já que esta ação, chamada por alguns de retardatária, ou simples devaneios de um lúcido em meio a um mundo de "carentes de loucura", tem um certo fim de corromper o ser social para revelar a complexidade metafisica da Psiquê humana...


Fragmento da preparação de um romance, por Wagner Bezerra Pontes

Suicídio coletivo de búfalos

Quando o amor corroí a alma, o corpo adormece sob a sombra de uma lágrima nefasta...


sexta-feira, abril 27, 2012

Le fragment d'un rêve*, por Wagner Bezerra Pontes


Brigitte Bardot


O sol queimava de esperança vazia o meu rosto. A varanda, cinco pessoas. Dois rapazes conversam sobre amores. Volto meu olhar para um lado, o esquerdo. No fim dela, eis um rapaz sentado no batente da sacada. O prédio e sete andares. Ele acompanhava as duas lindas mulheres numa conversa amarga. Instinto ou impulso, percorre meu corpo em direção a uma delas e sem ser notado a observo, vejo e olho suas linhas, suas costas, seu pescoço. Num gesto de tirar o cabelo do rosto e pôr no ombro toda a imensidão da exata certeza de quem deseja amar. O cheiro, o sabor doce emanado dos montes. Enquanto a surpreendo suave, abraço e a toco levemente. Minhas mãos, meus braços em uma volta. E como uma pluma o chão reconforta as suas pernas. Um jorrar me impele a beber o seu gosto salgado, denso como um mar brincalhão, revigorado ao acordar de uma noite intensa e fria de tempestades por causa de um sol ressacado de energia e suor...


*Le fragment d'un rêve, do francês é, O fragmento de um sonho.

domingo, abril 22, 2012

Dialogismo cubasiano, por Wagner Bezerra Pontes

Simone de Beauvoir
Acabei de me dar conta... de que uma amiga me amara há dois anos e meio, silenciosamente... Acabei de me dar conta... Ela decidira sumir de minha vida, não liga, não manda mais recados... não responde nada, simplesmente me apagara como... O problema, é ela não ter me dito, nada - eis eu pensando como um Casmurro Maldito... E por que me dou conta disto, só agora?! Vós, podereis me perguntar... Durante alguns dias e semanas de alguns dialogismos, controvérsias, altercações alegres e filosóficas com o Brás Cubas, eis que o defunto me diz: 

"Saberás que teu amor chegara, no momento em que os olhos soberbos dela tiverem o defeito de não se arrancarem de ti, Monsieur!*" 

Fiquei estupefato com tal relato e acabei me dando conta de que os olhos daquela flor, esmeralda, ou melhor dizendo, amor. O seu olhar. Minha pele nunca se machucara, nem se quer um arranhão... Ah Desgraça!!!... Sinto sua falta, e espero que um dia leia isto aqui! Com um verdadeiro sentimento de escassez por não ter tido atenção. Eu também te amo, já lhe disse uma vez! 

*Monsieur do francês é senhor.


sexta-feira, dezembro 09, 2011

O Sol,um vaso e a flor, por Wagner Bezerra Pontes




Fragmento de texto por Wagner Bezerra Pontes

O dia fluíra numa alga marinha solta e perdida sob as ondas do mar. E toda aquela existência salobre dos arrecifes brilhara nas retinas a lembrança de um vaso e sua flor esquecidas no fundo do jardim de uma casa solitária. A qual buscava com toda delicadeza a retirada de sua poeira existencialmente marginal, no intuito de resplandecer o ar mais puro a aquela humilde e amaldiçoada princesa.

Uma gata caçava um pequeno rato, o qual desobedecera às regras de seu submundo. A prole felina dormia tranquila sob uma caixa de papelão travestida de veludo. E enquanto observava o silêncio da estrada, dos carros, das arvores, do chão e do vento. Um sussurro, quem dera, pudera invadir seu pensamento: 'Te quero!' Mas os olhos cada vez mais fatigados de cansaço e solidão, perguntariam de onde viera toda aquela ação. E num expirar de sua mão, descansara o lápis sob a mesa, ao brotar uma deliciosa e insustentável leveza: 

'Não, ela nascera como o primeiro raio de sol de uma manhã indecifrável aos olhos de uma criança abandonada, teimando ter forças para queimar seu coração petrificado. Diante das consequências camusianas que sofrera, e de toda aquela sua imensidão estrangeira. Não pudera ver mais, respirar mais, sentir mais. E como uma rocha que fizera de seu ar, o seu relicário. Decidira correr ao ver a última fração de moléculas e cristais suspensos, subira as escadas do infinito para tentar vencer a tempestade que teimava transbordar do copo de sua alma-inimigo...'



domingo, outubro 23, 2011

Palavras rasgadas



Se me perguntarem como estou, direi apenas que joguei minhas pequenas palavras ao vento durante o pôr do sol o qual via no jardim e espero que elas não voltem tão cedo encharcadas de lágrimas por causa de um amor que poderia viver e ser como uma dádiva encontrada numa esquina a espera de um olhar...

domingo, setembro 25, 2011

"Qual é a sua definição do Amor?"


'While resting on a bench during a walk trough the woods, Robbe & Senne, my twin sons express there love for each other.' By: Kris Huybs


Com o intuito de participar de uma promoção da Tv Cultura, acerca do programa Amores Expressos, definição:

"Amores Expressos" mostra as aventuras vividas por 16 escritores brasileiros nas principais cidades do mundo, do Cairo a Buenos Aires, de Paris a Havana, de São Paulo a São Petersburgo. Com a missão de captar, nesses ambientes, influências e inspirações para criar histórias de amor.
O resultado do projeto são 16 documentários sobre as cidades por onde os autores cavaram suas histórias, o processo de criação literária e o amor. Vale destacar que a série não é um reality show, mas sim o mergulho de um escritor em busca de uma história.'   

Infelizmente não ganhei prêmio algum, mas escrevi algo que me tocou pelo simples fato de suas imagens terem nascido e sido representadas através de minhas palavras. E eis minha definição, caso alguém queira compartilhar a sua fique a vontade, pois adoraria ler, um beijo e um abraço!

'O amor não é um terrível dragão a dormir no fundo da caverna, onde um bravo guerreiro dá passos calados para sobreviver a morte na missão de salvar a donzela. O amor não é um suspiro fracionado perdido na imensidão, como um velho barco condenado a flutuar no abismo do espaço-tempo universal. Mas o amor é como uma saudade de quem sente a falta do fogo que arde de dentro do peito ao ver um pássaro bater as asas no ar.' 

segunda-feira, julho 11, 2011

O que você anda lendo?!


A questão-titulo proposta, aparentemente poderia ser considerada fugaz, não fugaz no stricto sensu, mas algo simplório. Numa 'Era' onde a tecnologia, a informação e a quantidade delas vazam como uma torneira aberta ao encher de água, num ralo pequeno demais e incapaz de 'absorver' o transbordar de uma pia. Esta simples indagação teria seu imenso poder de ação aniquilado. Já que a razão, é estar a par de tudo a todo instante, não seria revelador entender a absurdidade de crescimento superficial de leitores-consumidores, escritores co-re-produtores,"co" no sentido estrito da palavra copy, de linguagens e assuntos marginais. Eis que a internet proporcionaria respostas, valores, questões e produções consideravelmente superficiais. Até esta mesma quem vos fala). Por quê?! Pensemos um instante...

***
01 de Dezembro de 2666, num raiar e cantar de galo, o sol estivera extremamente pálido. Virgínia acordara e antes que pudera abrir os olhos, uma leve sensação de formigamento começara do centro de sua cabeça e escorrera pelo seus rosto, braço esquerdo, direito, peito e tomara rapidamente todo o seu corpo. O primeiro gesto. Um grito abafado. Seus pulmões não a correspondiam. Como, em sua mente, uma imensa mão ou um grande abraço, ou um ser extremamente forte e pesado, a sufocava. Que a esta altura, considerara aquele evento absurdamente tirano. A falta de incompreensão da incontestável leveza errática a paralisava, de modo que pudera sentir uma mescla, uma simbiose de excitação repugnante. Pois, tal ato de incapacidade na movimentação de um só músculo corporal, a deixara perplexamente atônita e satisfeita, mesmo não podendo ver razoável explicação para o acontecimento daquela manhã. Um esforço, uma batalha podendo chamar de  linha de um precipício tremendamente inumano, fizera dela um vegetal, um lixo orgânico e tal ideia perpassara por sua mente, de que permanecer ali por incontatáveis dias, semanas, meses ou anos até sua maquiavélica decomposição, não lhe agradava muito. Decidiu de todas as formas combater o quer que foste aquela    maldita inanição. Primeiramente tentara respirar, já que seus pulmões devagorosamente respondiam a seus chamados e enfraqueciam mais a cada minuto passado. Temia  também que sua mente começara a lhe pregar peças pela falta de oxigenação. Porque no canto esquerdo do quarto, o qual  seu corpo e cabeça pendiam, pudera observar nebulosamente sua estante de livros vazia, algo que de súbito a perturbaria, mas dada a situação não importava muito. Tentara novamente gritar, mas seu esforço fora em vão. Decidiu de um jeito ou de outro se balançar e pode perceber que mesmo não tendo controle total sobre seu corpo um pequeno movimento qualquer poderia ser realizado. Balançando-se de uma lado a outro pudera se jogar do alto da cama e conseguira arrebentar seu lábio inferior ao cair no chão negro e frio do quadrado... 

***
O que será de nós, se o absurdo "mito" da superficialidade sobreviver?!... ?!...

terça-feira, junho 07, 2011

Canis crônico



"Cinco da manhã, e a névoa densa paira acima de mim. O sol e seus raios dourados começara a nascer, meus olhos cintilavam no ritmar do canto dos pássaros. Vejo um rato rapidamente passar pela margem da estrada, enquanto fico a observar o pequeno fluxo de carros crescer. A relva balançara lentamente como quem começa a despertar de um sono profundo saboreado numa noite tempestuosa. O vento anunciara a sua chegada, e mais uma vez lembrei de que o dia mal começara quando uma maldita vagabunda atirara em minha cauda..."


segunda-feira, junho 06, 2011

“Tudo é uma mentira, tudo é uma composição”

Alguns minutos e uma reflexão diante das palavras de George Orwell no livro(Como morrem os pobres e outros ensaios,Editora: Cia das Letras) fizeram-me entender que o meu ato e meu desejo de tentar escrever é simplesmente nada, quando comparados a vida que nos cerca. Queria escrever algo por prazer, para impulsionar-me, mas a verdade é que não tenho "o porque" escrever. Certo que amo ler, escrever, mas neste momento não tenho o que dizer e para quem dizer?! 
Acredito no fundo que desejamos ter nossas verdades aceitas por todos ou um alguém, e esse ato eu desprezo, renego e tento, pois se escrevo aqui quero ser ouvido, lido e aceito pelas minhas verdades, as quais ninguém ousaria morrer por elas, a não ser eu mesmo.
“Tudo é uma mentira, tudo é uma composição”, é simplesmente assim que vivemos e morremos neste mundo cão, e não venham dizer que não!!!

sábado, novembro 20, 2010

'Reflexos e nada mais, o que vês além de olhos tão irreais?'



A ação do pensar que ao pensarmos existimos de fato numa realidade ilusória a nossa mente e que julgamos ser real, na verdade poderíamos estar vivendo apenas um sonho o qual julgamos como "real". Mas o que é real? Se em um sonho podemos acreditar no todo real, por não termos consciência de estarmos dormindo ou acordados, pois o que nos rodeia e o que sentimos, nos faz ter a certeza da "concretude" da coisas. Assim a realidade-ficcional  se torna mais real ao pensamento, sem fundamento criado. Então olhar a verdade seria estar cego diante de uma escuridão sem fim? Para que assim possamos ter a certeza de estarmos vivos, diante de uma certeza inexata? O que é certo, ou o que é/está errado? Quando sabemos que nossa certeza é exata, como a lógica dos números da matemática?! A dúvida seria a certeza do"volver" em nosso ser? Mas afinal, o que nos constitui como algo que definimos como, ser?!

*Foto tirada do ônibus em movimento, do canavial pegando fogo em Nazaré-da-Mata(PE)

sábado, setembro 25, 2010

quinta-feira, maio 01, 2008

A luz do dia

o relógio toca...
são cinco e levanto-me...
mas meu corpo ainda continua pesado...
a alma toca...
e eu finco sentidos em mim...
e ainda consigo elevar meus pés...
by:Wagner Bezerra Pontes

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Lanças e arpas

Venha, e lute! Não sejas assim...demonstre-me compaixão...o absurdo do mundo está nas prateleiras amargas e coloridas, como um furacão...diga sempre: "Não". Meus sentidos não pertencem a mim mesmo! Pensas que tens total controle?! Estás enganado amor! Sonhas comigo e torna-te alivio de teu ser, adeus!

domingo, janeiro 27, 2008

Férias

Minhas palavras estão de férias...e nada tenho a escrever.

terça-feira, outubro 09, 2007

Fragmentos expostos

As pedras cintilavam em meus olhos, o sol lambendo minhas costas e o calor insuportável...barulho...minha mente a mil...o mundo rodava, e tudo saltitava tão rápido ao meu redor...uma torrente deixando-me cada vez mais vil...

Beijei o chão,e o gosto amargo vêm me à boca,os olhos dourados fixados em algum lugar(sem brilho)e subitamente um arrepio me vêm à espinha...

by: me,Wagner Bezerra Pontes

segunda-feira, setembro 03, 2007

Os sofrimentos do jovem Werther

04 de maio de 1771
Como estou contente de ter partido!Ah meu amigo, o que é o coração humano!...Oh o que é o homem para se atrever a lamentar-se sobre si mesmo! Eu quero, dileto amigo, eu te prometo...nunca mais haverei de, como sempre fiz, beber até a última gota dos males que o destino passado nos reserva. Quero gozar o presente e o passado será passado para mim. É claro, caríssimo, que tu tens razão. As dores dos homens seriam menos agudas se eles não...Se ocupar com tanta assiduidade da fantasia, chamar de volta a lembrança dos males passados, ao invés de tornar o presente suportável..."

Goethe