sexta-feira, abril 10, 2009

O despertar


Olá, antes de fazer a publicação deste post eu achava que já o havia escrito por aqui, e procurando pelo blog percebi que estava certo. E para falar a verdade, só o postei por causa de tê-lo achado em uma folha (amassada) entre meus cadernos (o texto que está escrito abaixo). E aqui está o link do texto já antes publicado: E pelo que me parece, achei melhor do que este publicado agora, fico devendo outro texto novo, abração e até amanhã!(14/04/09).
Cinco da manhã o alarme o desperta, distante e agudo, fazendo-o pensar por um instante que nada fazia sentido as árvores, os pássaros, o silêncio... deitado no quarto escuro e abafado pelo calor da manhã que o consumia e crescia cada vez mais e mais, pensava: nada deveria estar ou ter acontecido naquele momento...

Cinza, vaga e freneticamente a lembrança tornava-se viva. Aquele gato morto na estrada... olhava-o e de repente... droga, logo nesta hora tenho que aturar este episódio cínico!!! Sim, nada restou, apenas um estalo no ar ressoado dos ossos, os quais restaram de sua pequena cabeça esmagada pela gritante roda veicular... já morto, a tristeza me bateu no peito, não pela póstuma vida, mas por sua última existência física ter acabado naquele instante, e justamente ali a minha frente...

Loucura será? Os olhos encherem-se de lágrimas sem ter nada pelo que chorar?!! (Talvez tenha sido culpa do gato, ou seja, daquela roda! Não sei!!!...) Pesado e pálido, lá estava eu novamente em frente ao espelho... molhar o rosto é mais uma ação para despertar, um desejo de acordar... ele voltaria à cama com a sensação de culpa por seu corpo está pedindo, e por sua mente não aceitar...

Mais uma vez em outra manhã, não obstante sem o som pequeno e agudo do ser inerte, a vontade inconstante de não saber qual o significado das coisas e das pessoas... para quê?! realmente se precisa saber?!... apenas para se deixar viver e simplesmente?!

2 comentários:

Renata disse...

é só amigo mesmo!

que bom que você voltou. :)

***MissUniversoPróprio*** disse...

Nossa! Clarisse Lispector?! Fiquei cheia de pernas agora! kkkk ;) Obrigada, é muita gentileza sua! ;*

A propósito, texto bastante interessante o seu! =)