quinta-feira, outubro 21, 2010

A função do artista é reproduzir alguma arte?

A arte pode ter um objetivo político, educacional ou ideológico de maneira "humanamente universal" para a liberdade do ser de um sujeito. Ela pode também buscar-se por meio da linguagem( esta que não é somente escrita ou verbal, mas visual e até espiritual) tensionando a vida ao fazer artístico procurando saber o que ela é e o que representa no mundo. Como diria o artista americano Carl Andre: "Um montanhista sobe a montanha porque ela está lá. Um artista faz arte porque ela não esta lá."
A função do artista têm essa possibilidade "crítica subjetivada," em combater e reunir todo o processo de "crise social", acabando com heróis e antiherois, já que o heroísmo pode cegar a força artística. Pois num mundo em que a vida é dirigida por um "consumo de prazeres, por padronização dos fazeres, da subjetividade, dos costumes e das linguagens", a arte têm a necessidade de cantar todos os males e bondades que faz parte do universo. Mas arte ou artista não é composto somente de conteúdo social mas de subjetividade, esta que também embate e luta para dar razão a existência humana no fazer social, já que para constituir uma sociedade exige-se a presença de indivíduos pensantes à transformação real advindo do sujeito.
O artista reprodutor da arte, coloca na parede uns e busca outros para se rebelar. Se rebelar contra o que?! Contra a mesmice ou o conformismo cotidiano, este que estagna e vicia a visão do sentido, de quem não consegue expressar ou não quer enxergar?! No verso do autor alagoano Jorge Lima (Invenção de Orfeu): "Há sempre um copo de mar para um homem navegar", faz levantar a seguinte questão: O que é ou o que seria um copo de mar diante da imensidão marítima?! A responsabilidade de transpor barreiras "espaço-temporal" vivenciados pelo homem inquietante, o transforma numa espécie de pílula ou anestésico para descortinar aquilo que não é mais possível caber no que não é mais cabível "cotidianamente", portanto somos atuantes e atores deste motor vívido. Em geral o artista e a arte reproduzem uma perspectiva singular defronte do invisível das coisas que nos cercam e a beleza do invisível é tão concreta(palpável) que escapa aos nossos olhos, e seu papel principal é manter viva as problemáticas consideradas subjetivas para uma ação existencial. Como diria Fernando Pessoa: "O essencial da arte é exprimir; o que isso exprime não interessa".

2 comentários:

Camila Oliveira disse...

As aulas de "Tiuria" estão fluindo...

Eduardo disse...

Às vezes o "artista" só quer expressar o que sente, deixando na arte uma forma simples de dizer "oi, eu estou aqui".